segunda-feira, 14 de abril de 2008

Dias Difíceis (part-3)

Continuando a séria -Dias difíceis, narrada por mim "Dwarf" para meus grandes amigos Elfo e Skimo, e transcrita ,na integra e com a riqueza de detalhes perfeita, por Elfo.

Para quem não leu as partes anteriores aki está o link

Parte 1

Parte 2

Amanhece um novo dia, o taverneiro bate nas portas avisando que o café da manha estava pronto. Carmachii levanta, da bom dia á Galadris, a elfa loira com quem passou a noite, se arruma e desse para tomar café. Galadris fica um pouco mais no quarto se arrumando e após também desse para comer.

Já Aegnor e Lórian, a elfa com quem passou a noite, acordam, se divertem um pouquinho, depois levantam, vestem suas roupas e dessem juntos para tomar café.

Saciado a fome matinal, os dois elfos resolvem procurar um mago que possa ajudá-los a voltar para o mundo de onde vieram.

- Onde podemos encontrar um mago – pergunta Carmachii ao taverneiro.

- Bom... Aqui nessa vila não tem nenhum mago – responde o taverneiro – mas na cidade que fica próxima daqui tem um que poderá lhes ajudar, só que é meio difícil de encontrá-lo, pois ele sempre está viajando.

- Você sabe se ele está por lá hoje – pergunta novamente Carmachii.

- Não, não sei infelizmente – responde o taverneiro ao elfos – Vocês podem ir ver se ele está na cidade. Tem um pessoal que vai fazer negócios lá na cidade e vocês podem ir junto com eles. Essas lindas elfas podem ir juntas com vocês, já que elas não têem nada a fazer de grande importância hoje e sabem onde mora o mago.

- Gostei da idéia – disse Aegnor – Além de nos mostrar onde mora o mago, elas podem nos guiar na cidade, além de ser uma deliciosa companhia.

Um breve momento de sorrisos e risadinhas.

- Nós topamos – disse as duas elfas empolgadas.

Saindo da taverna, vão até onde os negociantes estão se reunindo para irem à cidade.

Chegando lá, as elfas vão falar com os negociantes.

- Oi! Podemos pegar uma caroninha com vocês – pergunta Lórian para um dos homens dono de uma carroça.

- Claro que podem – responde o homem com um olhar pervertido de segundas intenções.

- Mas nós não estamos sozinhas – disse Galadris e prossegue – aqueles dois estão conosco – olhando em direção aos elfos.

Com uma cara mais fechada e com um desejo de matar os dois e pensando em mil e uma maneiras de fazê-lo, ele fala – não tem problema, eles podem vir... – olhar assassino em direção aos dois – juntos.

Logo os negociantes dão inicio a viagem, que até o fim dela foi tranqüila, apenas os homens que estavam próximos onde os elfos estavam teve um ar perigoso. Enquanto os homens secavam as elfas com os olhos, com esses mesmos olhos olhavam para os elfos de uma forma macabra e assustadora.

- Nós poderíamos ter pego um ônibus – fala Carmachii para Aegnor.

- Ônibus?! O que é isso – perguntou Aegnor.

- Aiahh!!! Visões do futuro... Visões do futuro...!!! – respondeu Carmachii.

Na cidade e agora longe do perigo, os elfos seguem em direção a casa do mago, juntamente com as elfas os guiando.

Chegando à casa do mago, a porta e as janelas estavam todas fechadas. Bateram na porta, mas ninguém apareceu.

- Vamos ligar pra ele, alguém tem o numero dele e um telefone? – disse Carmachii.

Em uma fatalidade, num único coro todos disseram – ahnn!!!

- Ahh... visões do futuro de novo!!! – Carmachii dizendo com as mãos sobre a cabeça.

- Esse cara ta começando a me assustar - sussura Aegnor.

Um visinho ao lado da casa do mago sai e atende os elfos.

- Oi Galadris e Lorian! – o visinho cumprimentando as elfas.

- Oi Bortis! – respondeu as duas ao rapaz.

Desta vez quem teve olhares perigosos volta dos para si foi Bortis.

- O mago não está! ele ainda não voltou – disse ele.

- Você saberia nos dizer quando ele voltará – perguntou Carmachii.

- Se eu não me engano ele já deve estar voltando, é provável que amanhã cedo ele já esteja aqui. Respondeu Bortis.

- Então amanhã nós voltaremos pra ver se ele já chegou e se poderá nos ajudar – disse Carmachii finalizando a conversa.

Agradecem ao rapaz pela ajuda e vão andar pela cidade.

Andaram durante um tempo e logo avistaram um “blacksmith” -(ferreiro)- e vão até o lugar para falar com o dono.

- Oi, quais os preços das armaduras – pergunta Carmachii.

- Bom tenho tantas armaduras e com preços variados, que eu levaria dias para dizer todas – respondeu o anão dono do lugar e continuou – mas se você me disser mais ou menos como você deseja a armadura, ajudará bastante para eu dizer os valores e mostrar quais são elas.

- Vamos ver. Uma que seja leve, bem resistente e que proteja bem – falou Carmachii.

- Sendo assim venham comigo – disse o anão enquanto seguia para uma sala ao fundo. - Com essas características, tenho essa armadura que servirá perfeitamente em você. Ela é composta por uma camisa de malha, colete, bracelete e luva. Também contém uma espada que foi feita especialmente para essa armadura.

A armadura era de um azul claro bem suave, muito bonito, de uma forma que somente os anões conseguiam fazer com o metal.

O preço da armadura era muito alto, e devido a isso Carmachii ficou em duvida se levava ou não. E enquanto Carmachii pensava a respeito da armadura, Aegnor assumiu a atenção do anão.

- Eu gostaria de uma espada, de preferência longa, que seja leve, bem afiada, resistente, que não perdesse o corte facilmente.

- Tenho esse aqui – disse o anão enquanto pegava a espada junto a uma armadura – e te garanto que ela nunca perderá o corte – então a bateu com força contra uma parede de metal e mostrou a espada a Aegnor, mostrando que o fio dela estava intacto.

- Se você quer esta espada, te aconselho a levar a armadura para qual ela foi feita, assim como a que seu amigo esta indeciso em levar.

O anão fala o preço da espada e também o preço da espada junto com a armadura. Aegnor acha meio caro e pergunta se ele aceita ao dinheiro do mundo de onde veio e quanto equivaleria em relação ao deste mundo.

- Bom... Sendo um metal desconhecido deste mundo, ele como dinheiro valeria em torno de seis vezes mais – disse o anão.

Juntando o fato de que ainda teria de pagar um lugar para ficar esta noite e depois pagar o mago caso ele os ajude a voltar para seu mundo, sem saber ao menos qual seria esse valor, Aegnor conclui o que vai comprar.

- Vou querer somente a espada, tenho coisas a resolver e preciso economizar o dinheiro.

- Seria bom se você levasse também a armadura, pois ira precisar dela – disse o anão tentando convencê-lo.

Por um bom tempo ficaram negociando a compra dos equipamentos. Carmachii resolve levar a armadura e a espada. Aegnor apenas a espada.

- Vai ser muito útil essa armadura, principalmente não sabendo o que ira me acontecer no futuro – comentou Carmachii – onde estão às visões do futuro agora falando nisso – se perguntou pensando.

- Você aceita minha espada como parte do pagamento da compra de sua espada – pergunta Aegnor.

- Uhnn... sendo algo de outro mundo... vou aceitar, ela cobrirá um terço do valor da minha espada, já que a minha é de maior qualidade – responde o anão.

- Você também aceita a minha – pergunta Carmachii.

- Aceito, com o mesmo valor da de seu amigo.

Feito a negociação, agradecem, se despedem e continuam seus caminhos.

- Você ainda voltará aqui para comprar a armadura – disse o anão a Aegnor antes de irem – ou querer devolvê-la se ainda não estiver morto – pensou ele.

Após andarem pela cidade, conhecendo os lugares guiados pelas elfas, a noite se aproxima, e eles procuram um lugar para ficarem, até que encontram um que parecia bem agradável, uma espécie de estalagem, mas que estava mais para um motel, de boa aparência por fora e melhor por dentro.

- Nós queremos dois quartos - disse Carmachii a estalajadeira.

- Cada quarto custa trinta moedas – disse a dona do lugar a eles com sua imensa verruga no canto inferior do lado esquerdo do olho de mesmo lado.

- Essas moedas equivalem a seis vezes mais que o dinheiro daqui ou mais – disse Carmachii tentando não olhar para a verruga.

- Sendo um material desconhecido por aqui, deve ser realmente esse valor – comenta a estalajadeira – O seu quarto é o sexto à esquerda – disse enquanto dava a chave a Carmachii – e o seu é o sétimo também à esquerda – fazendo o mesmo a Aegnor – tenham uma boa noite.

Os casais se dirigem cada qual para seus respectivos quartos. Dentro viram que valeu pagar o preço que pagaram para ficarem lá, pois dentro dos quartos tinham camas grandes e confortáveis, banheiras ou mais como um ufurôs e ao lado das camas tinham produtos como chocolates, frutas, mel e produtos mágicos e não mágicos para utilizarem enquanto se divertirem.

Tendo tantas coisas para utilizarem e experimentarem em um ambiente agradável, não teve outro rumo, eles gostam e querem e elas também, então foi aquilo, brincaram de esconder a minhoca, descabelar o palhaço, acariciar a perereca, coloca a salsicha no pão, sobe desce, papai e mamãe, médico, molha o biscoito, agasalhar o croquete, encaixar o pino no buraco, menino pega menina, pega-pega, esconde-esconde, tira põe deixa ficar (escravos de jó ), kamasutra completo e assim em diante. E o final disso foi ofegante, molhado e com o termino de vozes femininas resmungando “ahnn... ahnn...” e masculinas “oh yes baby oh yes”.

Na manhã seguinte, próximo das dez horas, devido o ocorrido noturno eles acordam ansiosos para ver se o mago chegou de viagem. Comem as frutas e os chocolates que restaram no quarto, se arrumam e se encontram na porta da estalagem e saem em direção à casa do mago.

Alguns tropeços e correrias e finalmente em frente à casa do mago se preparam para o esperado e o inesperado.

Tock tock tock. Aegnor bate na porta e eles aguardam terem alguma resposta. Nada acontece no minuto que aguardavam. Aegnor vai novamente bater na porta, quando se aproxima, a porta se abre e alguém sai para atendê-los.

- Olá jovens elfos, no que posso lhes ser útil – disse o homem que abriu a porta.

- Oi, nós estamos procurando o mago que mora nessa casa – disse Aegnor olhando fixamente nos olhos do homem.

- Pois então vocês o acharam, o que desejam comigo?

- Nós estamos precisando de ajuda para podermos voltar para o mundo de onde viemos – disse Aegnor com um ar esperançoso e prosseguiu – você poderia nos ajudar?



continua!

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